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Posts Tagged ‘paulo da costa domingos’

o que sobra de Reis-Sá…

Março 23, 2010 Deixe um comentário

As referências a Jorge Reis-Sá continuam… sobretudo, e cada vez mais, as más.

O Livro dos Regressos [junto com] Al Berto na Casa Fernando Pessoa

AL BERTO

Lisboa, 1989 e 1997
frenesi [livro] / Movieplay [compact digital audio]
1.ª edição (ambos)
[19 cm x 13 cm] + [12,5 cm x 14,2 cm]
32 págs. + 28m : 50s
livro: capa de Helder Lage (foto); vinheta sobre fóssil de hipocampo e layout de pcd
disco: capa de Luísa Ferreira (foto); desdobrável desenhado por vpcd.sign
tiragem [declarada no livro] de 500 exemplares, sendo a do disco tiragem única
caderno com 2 pontos de arame, com o corte pintado da mesma cor da cartolina da capa
exemplares novos
150,00 eur

Foi o livro de regresso do Autor à poesia após a publicação da prosa Lunário, e de regresso temático à infância, aonde na infância o rebelde viria a nidificar. E é de um género poético contido, menos comum no decurso da sua obra, que sempre sem excepção fez a prova da leitura frente a um público. Al Berto veio a falecer prematuramente em 1997, pelo que a edição da sua voz em disco constituiu, por parte dos amigos mais próximos, uma merecida homenagem e o reparar de uma falta – por tratar-se de um escritor de certo modo na linhagem dos primevos bardos.
Posteriormente, o núcleo de poemas lidos pelo Autor na gravação, que constitui uma antologia pessoal e que se encontra transcrito na íntegra no desdobrável que acompanha o disco, foi copiado para livro e comercializado por um editor oportunista.

pedidos para:
frenesilivros@yahoo.com
telemóvel: 919 746 089
Publicada por PCD em 20:14

carpir

Março 21, 2009 Deixe um comentário

Vamos lá. Vamos lá sorrir um pouco. A vida
é isto: fugir-nos como areia entre os dedos;
versos soltos por uma outra manhã, ou
versos soltos aconchegando um féretro…

A vida, que é isto (amigos perdem o gás,
súbitos, e vêm então celebrá-los poetas,
os seus queridos poetas), vai descer à
terra, onde nada cessa e tudo se reagrega.

Zona de grã paciência, lá onde o anjo
que partiu dialogará, enfim, com o fantasma;
e os vivos, entre si, pedem lhes seja concedida
nova manhã de luto e luta. Vamos lá, vamos lá.

[Paulo da Costa Domingos, in *{Olímpio}*]

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