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Posts Tagged ‘os livros ardem mal’

arder

Fevereiro 10, 2009 Deixe um comentário

e não é que apagaram o meu trackback do post abaixo? logo de alguém de quem não esperava tal.

:O… ou LOL!

enfim. as surpresas e as indignações cada um toma as que quer.. podem sempre desactivar essa função!

não deixem de lá ir ler, ok?

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os livros ardem quando é preciso

Fevereiro 10, 2009 Deixe um comentário

Houve um diálogo recente na esfera dos blogues – e, provavelmente, em conversas de café ou escritório e outros gabinetes – sobre o que foi dito, não foi dito, cansou e descansou na participação de Nuno Júdice numa das sessões de Os Livros Ardem Mal (ocorrem em Coimbra, no TAGV).

O diálogo da esfera dos blogues – essa esfera magnânime e magna… ou magma, consoante a temperatura, é do âmbito do teatro do absurdo, apresenta uma só cena, dois personagens e duas falas para cada um. Luís Januário (primeiro personagem) expõe, e Osvaldo Manuel Silvestre (segundo personagem) responde. Como é virtude do absurdo, nem tudo é dito e a luz sobre o assunto é ténue e permite deambulações individuais por entre os escuros caminhos das correntes eléctricas cerebrais.

Uma das questões que foi abordada, foi a fuga (pensada? voluntária? contra riscos do que lhe reserva o futuro? salubridade do lugar que ocupa?) de Nuno Júdice à formulação exacta, concreta, absoluta dos nomes de 2 ou 3 poetas novos (ou deveria formular como “novos poetas”?) surgidos ou emergentes desta modernidade ou contemporaneidade militantemente ineficaz da juventude cavaquista, guterriana, durona, santanista (não retirar o primeiro “n”) e socrática.

Sinceramente, estou-me a borrifar (fosse verão) para isso. Tenho as minhas opiniões, até poderia saber as do Júdice – para escrever num anal da história? -, mas conto com a minha opinião para avançar. Posso até revelar que aquela menção à revista Criatura me assustou – mas eu sou muito assustadiço e espero a feira do livro para me redimir, se for o caso.

Contudo, – e há sempre a porra de um “mas” nestas histórias -, encontrei-me, hão uns minutos, com um post de Tiago Sousa Garcia (aka Tim Booth – não, não é esse) que me levou a escrevinhar estas linhas – que são direitas por se tratar de um processo automático que não desejo alterar de momento.

Tanto Januário como Silvestre – uso os apelidos por mais gozo na imaginação de um quadro animado com um qualquer pássaro e um indiferente gato, sem que as características do Piu-Piu e do Silvestre sejam aplicadas -, foram objectivos e concretos nas palavras – elas constam dos dicionários, não há escapismos à sua forma. Se disseram tudo não sei, eu não estive lá. Se disseram o suficiente para eu perceber a coisa?, acho que sim. Se a minha interpretação dos factos está correcta?, não sei. Para mim, gosto de apreciar estes dois posts como pertencentes à peça de teatro enunciada anteriormente.

Agora, oh Garcia – fresquinho, fosse verão -, a tua frase “Se se foi mal interpretado, a culpa é do enunciador e não do receptor.” é uma excelente treta. Quantas vezes eu reformulo frases ou até escrevo a mesma coisa duas vezes no mesmo papel, mas de forma diferente, e aqueles a quem entrego o papel respondem uns alhos completamente fora do contexto da informação recebida?* Quantas vezes eu vejo isso acontecer com outras pessoas?* Se na forma escrita é assim… Ora, quando alguém fala não vai estar a reformular de imediato – seria um atraso de vida… talvez se o questionarem dê um jeito. Houve questões? Obrigações? E seria perceptível aos ouvidos de quem a clarificação do assunto? Será isto um gate poético?

Já estou a imaginar um amontoado de jornalistas que fazem trinta e uma vezes a pergunta: “como justifica não apresentar claramente os nomes?”, e a resposta repetida trinta vezes – mal dita (maldita?) pelo enunciador – : “não tenho nada a comentar sobre isso.”. À trigésima primeira eu costumo interromper o enunciador e mando merda aos receptores, eles apanham-na e ficam todos cagados – tomara…

Esse dogmatismo da culpa do enunciador serve a quem? Aprende-se na escola? Vem escrito em que tomo?

Defenda-se a poesia, sim. Discuta-se a poesia, sim. Agora afiambrar com “a culpa é do Júdice que não sabe falar” é lixado, pá! Nomes? São precisos heróis globais da poiasia do hoje ultrapassado a todo o momento presente?

Ou estamos aqui a tentar ver se algum dos velhos elogia um novo, para esgrimir porquês, antagonizar, concordar, aplaudir? O Prado Coelho, o mundo o tenha, fez elogios amiúde, e o que ganhámos? Ele nem sempre acertou e ignorou muitos mais… e, discuto, mais valiosos – não, não vou dizer nomes.

O receptor é o mais puro dos interpretadores, o receptor está virgem e sabe sempre interpretar o que lhe transmitem??? Quantas ondas estariam no Café-Teatro do TAGV… ele são microfones sem fio, ele são computadores, ele são telemovéis, ele são PDA… isso causa ruído. O cérebro do receptor é puro, o problema é o ambiente???

Como sabemos muitos tiveram que queimar livros para se aquecerem, vivendo para sempre essa culpa por terem criado livros raros.

*São imensas vezes, pá.

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