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Posts Tagged ‘mário cesariny’

poemas com cinema

Novembro 19, 2010 Deixe um comentário

uma das próximas edições da Assírio e Alvim é a antologia “poemas com cinema” (brochado/ 208 pp/ €14).

«Sendo as relações da poesia com o cinema menos evidentes do que aquelas que aproximam a narrativa literária da narrativa cinematográfica, e também menos estudadas, talvez esta antologia possa contribuir para dar maior visibilidade a um diálogo certamente muito mais profícuo do que à primeira vista pode parecer. A poesia moderna e contemporânea tem sido, embora no terreno que lhe é próprio, uma arte da imagem e da montagem — ou então uma arte que, apesar de dominantemente lírica, não exclui a narratividade. Mesmo se a palavraimagem traduz universos conceptuais e técnicos diferentes em cada uma das duas artes, mesmo se a sintaxe entre as imagens se faz de forma diferente, mesmo se é diferente o modo de narrar ou de articular expressão e imagem — e não sendo da mesma ordem a visualidade que o cinema e a poesia podem proporcionar —, o fascínio pela imagem, a importância atribuída à relação entre as imagens e ao seu poder evocativo justificam a cumplicidade tantas vezes evidenciada nos poemas agora reunidos. Por outro lado, importará observar que, mesmo quando a poesia não se aproxima do cinema em função da imagem e da montagem, pode ainda procurá-lo por razões de ordem temática, ou porque a narrativa fílmica lhe abre novos caminhos no que respeita ao cruzamento entre lirismo e narratividade.»

Org. Joana Matos Frias, Luís Miguel Queirós e Rosa Maria Martelo

Os autores presentes são:

Herberto Helder
Edmundo de Bettencourt
António Franco Alexandre
Ana Hatherly
Mário Cesariny
Fernando Assis Pacheco
Armando Silva Carvalho
Alberto Pimenta
José Mário Silva
Gastão Cruz
Alexandre Pinheiro Torres
Pedro Mexia
José Miguel Silva
António Botto
Jorge de Sena
Pedro Tamen
Alexandre O’Neill
Eugénio de Andrade
João José Cochofel
Luís Quintais
Manuel de Freitas
Inês Lourenço
Ruy Belo
Jorge Sousa Braga
José Alberto Oliveira
Ruy Cinatti
Fátima Maldonado
Raul de Carvalho
José Miguel Silva
José Tolentino Mendonça
João Lopes
Carlos de Oliveira
José Gomes Ferreira
Alexandre Pinheiro Torres
Maria Andresen
Fernando Pinto do Amaral
Gil de Carvalho
Manuel António Pina
Luís Quintais
Adília Lopes
Fernando Guerreiro
Helder Moura Pereira
Ana Paula Inácio
Fiama Hasse Pais Brandão
Daniel Jonas
Luiza Neto Jorge
Luís Miguel Nava
Al Berto
Rui Lage
António Osório
António José Forte
Nuno Júdice
Vasco Graça Moura
Ana Luísa Amaral
Miguel-Manso
Manuel Gusmão

Talvez a melhor justificação para esta antologia esteja no modo como os poemas agora reunidos ilustram diferentes formas de diálogo da poesia portuguesa dos séculos XX e XXI com o cinema. A amplitude docorpus poético aqui apresentado e a diversidade das poéticas nele envolvidas comprovam que o cinema tem merecido uma atenção continuada por parte dos poetas portugueses. Foi a esta cumplicidade que procurámos dar relevo.

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Muito acima das nuvens seja o centro

Março 21, 2010 Deixe um comentário

Muito acima das nuvens seja o centro
das nossas misteriosas poéticas
o irresistível anseio de viajar
um só movimento trabalhado à mão
nos ermos mais altos
mais desaparecidos

[Mário Cesariny, in Autografia e Outros Poemas de Pena Capital]

I am eu sou the

Março 21, 2010 Deixe um comentário

Senhor Nuno:

I am eu sou the first a primeira and the last e a última
I am eu sou the honored one a venerada and the scorned one e a execrada
I am eu sou the the whore a puta and the holy one e a santa
I am eu sou the wife a mulher the virgin e a criança
I am eu sou the mother a mãe and the daughter e a filha
I am eu sou the members o clã of my mother de minha mãe
Eu sou I am the barren one a estéril and many e muitas are hers sons são os meus filhos
I am eu sou she whose wedding aquela cuja boda is great é grande and I have not taken
        e não aceitou a husband marido
I am eu sou the bride a noive and the bridegroom e o noivo and it is my husband e meu
        marido who begot me é quem me gerou
I am eu sou the mother a mãe of my father de meu pai
and the sister e a irmã of my husband de meu marido and he is e ele é my offspring a
        minha descendência.

Desculpe.
Titânia.

[Mário Cesariny, in Titânia]

outra coisa

Março 21, 2009 Deixe um comentário

Apresentar-te aos deuses e deixar-te
entre a sombra de pedra e golpe de asa.
Exaltar-te     perder-te desconfiar-te
seguir-te de helicóptero até casa

dizer-te que te amo amo amo
que por ti passo raias e fronteiras
que não me chamo Mário que me chamo
uma coisa que tens nas algibeiras

lançar a bomba onde vens no retrato
de dez anos de anjinho nacional
e nove de colégio     terceiro acto

pôr-te na posição sexual
tirar-te todo o bem e todo o mal
esquecer-me de ti como do gato

[Mário Cesariny, in Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica]

Aproveitem

Janeiro 23, 2009 Deixe um comentário

para sempre um sinal

Janeiro 19, 2009 1 comentário
para sempre um sinal

Esta livro ficará para sempre registado com o par Morrissey e os seus anos de recusa. Fortes e tristes no drama, na luta, na oralidade.

versus

Janeiro 13, 2009 5 comentários

versus

Aqui está. Finalmente. O meu exemplar :). Pacheco VS. Cesariny.

Saí tarde. Passei numa FNAC. E apanhei o último exemplar. Perguntei se havia mais. Sete euros. Agora já não esmorecerei com outros preços que tenho visto.

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