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Posts Tagged ‘amor’

adição

Setembro 9, 2010 Deixe um comentário

adição
(latim additio, -onis, adição, acrescentamento)
s. f.
1. Acto! ou efeito de adicionar ou de adir.
2. Porção que se ajunta. = soma
3. Operação em que se juntam duas ou mais parcelas para obter um número total. = soma ≠ subtracção!
4. Med. Psicol. Dependência física ou psíquica.

entre o 1º e o 4º significados do substantivo feminino, vivo a minha vida com medo de não suprir a quem de mim espera tal.

sou adicto nos 1º e 3º significados.

sou viciado em livros, com crivo para a poesia e determinados autores e editoras, e discos, com refinação ao vinil.

amo os conteúdos e os objectos. servem-me como remédio físico e emocional. há quem lhe chame coleccionismo, mas não para mim. é adição.

hoje, tirei dos correios uma rodela de vinil, uma surpresa norueguesa, que o senhor Daniel teve a grandeza de me remeter.

a minha desgraça chora em pranto e adrenalina. muito obrigado. a minha alegria agradece do fundo do coração.

a luz vem dos recantos mais longínquos.

the royal words through fireworks

Agosto 28, 2010 Deixe um comentário

most people enjoy the enjoyable part of their own lives waiting for a better enjoyment. still they often smile towards children while thinking “one more to behold in sacrifice”.

love is everything. life ends.
love is everywhere. death too.

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between the desert and the city lights

Janeiro 8, 2009 Comentários desativados

gostava de ser feliz

Julho 17, 2008 3 comentários

na batalha dos dias, enquanto os olhos guardam a insatisfação dos tempos, o que eu penso é que gostava de ser feliz.

ser feliz assim como em ser contente, sem preocupações, sem que a vida me trouxesse atribulações nem problemas solúveis apenas com a calma e a serenidade.

ser feliz cerebralmente. não falo de amores. falo de paz interior na relação com o mundo exterior. não falo de amores, porque esses fazem parte do mais interno dos interiores.

ser feliz cerebralmente. como a morte.

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para um eco

Junho 22, 2008 Deixe um comentário
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a mão esquerda

Junho 22, 2008 1 comentário

esta mão que vos escreve, sempre negligenciada, abandonada, pouco reconhecida, poderia contar a história dos meus amigos, que saúdo entre silêncios de tempo indeterminado (mais reactiva do que activamente), dos meus amigos que amo mas a quem não falo sobre a minha vida. e acabo por não lhes saber os passos. e acabam a gritar comigo por os ignorar e, para além dos meus amigos, a minha amante e amiga, injustiçada no meio atroz da minha demência. a ela mantenho-a num mundo separado, sem introdução ao outro mundo, que é cheio de diferenças e sorrisos, que são, afinal, os meus amigos.

quando todos os meus mundos precisam ser aproximados, envolvidos… porque fazem sentido juntos.

e todos eles, mesmo assim, ainda gostam de mim. e ficam à espera que eu avance um passo e lhes reconheça, tacitamente, que são eles que me suportam a alma. afinal, é nesta gente toda, para a qual sobram dedos dos dez das mãos, que eu transporto tanta da minha volúpia emocional, intelectual e física.

é nesta gente que penso quando vivo, e vivo quase todos os momentos com esta gente no pensamento.

lamento sempre os meus actos, mas enquanto os factos não forem revelados não há lamento que se admita na minha culpa judaico-cristã.

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