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Archive for the ‘posto móvel’ Category

da violência

Agosto 9, 2017 Deixe um comentário
Categorias:posto móvel

Agosto 8, 2017 Deixe um comentário
estamos todos a fazer um esforço
cada um faz o seu esforço

esforços assíncronos

por vezes
resultam

a sobrevivência não
está assegurada
Categorias:posto móvel

c’est moi

Agosto 7, 2017 Deixe um comentário
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cidade nenhuma

Dezembro 28, 2014 Deixe um comentário

O novo livro da medíocre, “cidade nenhuma”, é uma parceria entre Luís Belo e Bruno Ministro. O primeiro como fotógrafo e o segundo como poeta.

As fotografias revelam pormenores não identificados de Viseu. Os poemas são reacções às fotografias. As fotografias entregam Viseu ao (quase) anonimato, promovendo a possibilidade das imagens pertencerem a qualquer cidade, ou nenhuma. A maioria dos poemas parece estabelecer o óbvio observável, através de pequenos trechos, onde existem descrições antropomórficas em demasia, descrições imediatistas ou surrealistas da imagem e/ou fins nem sempre conseguidos.

O meu reduzido conhecimento deste tipo de parcerias poderá estar a subjugar a qualidade dos textos, mas o trabalho que acompanho é o que resulta do par Nozolino/Baião. Ora, a qualidade de Baião, nos poemas que nos oferece, está muito para além de uma legendagem das imagens de Nozolino.

As fotografias de Belo, em “cidade nenhuma”, importam, sobretudo, pela representação dos locais enquanto representações humanas, praticamente, despidas de pessoas. A descoberta visual, traz, novamente, uma prática de etnografia, já presente em “emergir“, o primeiro livro de Luís Belo.

Um livro a descobrir pela colecção fotográfica, que poderia espoletar uma colecção de várias cidades nenhumas.

Edição de 70 exemplares, de 2014.

p.s. – um outro exemplo, mas diferente, da escrita de poesia para fotografia, com vários intervenientes na escrita e desconhecidos na fotografia, pode ser lido e visto na edição Averno de “Nós, os desconhecidos”, de novembro/2012.

Categorias:livros, posto móvel

Chegaram

Maio 16, 2014 Deixe um comentário

As maravilhosas noites quentes, para sentir o ameno calor das conversas.

Mas aqui é ainda inverno.
É noite cedo e o frio incomoda com o peso
Da roupa no corpo triste.

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March 17th, 1970 | 17 de Março de 1970

Março 17, 2014 Deixe um comentário

Someone who loves me calls me

        & I just sit, listening.

Someone who likes me wires me,

        to do something. I’ll do it.

Tomorrow.

Someone who wants to do me harm

        is after me

& finds me.

I need to kill someone

        And that’s what it’s all about.

                Right Now.

 

[Ted Berrigan, in The Selected Poems of Ted Berrigan, 2011, p. 111]

 

 

————————————————-

Quem me ama telefona-me

            & eu sentado, ouço.

Quem gosta de mim, telegrafa-me

            para que faça algo, eu fá-lo-ei.

Amanhã.

Quem me queira fazer mal

           persegue-me

& encontra-me.

Preciso matar alguém

            E é o que tudo isto significa.

                        Agora mesmo.

 

[tradução minha]

 

 

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Março 11, 2014 Deixe um comentário

A construção de um poema. De um pensamento. De uma frase que se distinga das outras. Requer que o pensamento não esteja ocupado por outros. Note-se que não falo de pensar nos outros. Falo de ocupação do pensamento pelos outros. Triste sinal de incapacidade do hospedeiro. Sinal que se põe à frente da vida. Quando a ocupação diária termina já não existem energias disponíveis. Há, então, um vazio que se prende ao desconforto físico e à imagem do outro real no ecrã. Para além disso, apenas o sono.

Infeliz animal. Nada contribuis para o mundo e ainda serás acusado de egoísmo. Ou, mais ridículo, dir-te-ão que és livre de seguir o teu caminho, seja ele qual for.

Compreendamos então, que muitos caminhos são passíveis de se organizarem num mapa, ainda que complexo. Problema: a generalidade das pessoas não sai do seu caminho ou, melhor, não permite ter diferentes perspectivas no mesmo caminho ou, ainda, não está disponível para conviver com pessoas que percorram no seu caminho e outros em simultâneo.

E assim se evitam mais mais versos e poemas no universo.

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