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Archive for the ‘posto móvel’ Category

prefiro sorrisos

Abril 29, 2018 Deixe um comentário

As minhas cadelas olham o horizonte e aguardam sinais. Uma delas, já vos disse, procura no ar os pássaros e os aviões, a outra, procura apenas que esteja tudo sereno, para que não tenha que intervir e corrigir o suave correr do tempo.

Tenho a janela aberta e entra o ar fresco da Primavera, num dia que alterna aguaceiros e sol, como se fossem as saudades que o atormentam. Chora quando se lembra. Pára e é solar. Volta a chorar.

Eu não choro, por muito triste que esteja. Admiro, por isso, quem chora: seja pessoa ou dia. As lágrimas são materialmente carregadas de um poder que me apaixona: a dor espiritual enternece-me… prefiro sorrisos, claro, que é o que sucede ao choro.

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despedidas

Abril 28, 2018 Deixe um comentário

A última vez que o vi, estava de costa, mijava para uma vala na berma da estrada, contemplando o campo de ervas altas de cor primaveril que tinha à sua frente.

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Abracei-a como se fosse a última vez. Cheirei o seu pescoço para guardar o perfume que me inebria a cada momento de proximidade. Afaguei os cabelos longos, senti a leveza e suavidade do toque. Olhei-a nos olhos e afastei-me. Foi para sempre.

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Nunca o tinha visto antes. Um velório concorrido. Sem carpires. Havia até uma nuvem de felicidade. Disseram-me que ele era assim: feliz.

Hoje

Abril 26, 2018 Deixe um comentário

Um dia de cada vez. Carpe diem. Sempre procurando edificar o espírito, no presente.

Tu. Eu. Somos, hoje, a paz.

Influência da nossa relação com o mundo.

Confiança no percurso que, hoje, vamos fazer.

Realizar, hoje. Aceitar a vinda do amanhã, sem receio.

Livres.

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hoje, sempre, POR UM FUTURO MELHOR

Abril 25, 2018 Deixe um comentário

CELEBREMOS.

44 anos de liberdade e procura de democracia em Portugal, esse pequeno país que muito tem ainda para aprender.

 

25 de Abril de 1974 é uma data que precisamos sempre celebrar, pela luta, durante 48 anos, contra a ditadura, a mordaça, a perseguição política e de costumes e contra as guerras. Luta pela autodetermincação dos povos subjugados. Luta pela democracia. Luta pela LIBERDADE!

 

25 de Abril SEMPRE! Todos os dias do ano, todos os anos.

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batata

Abril 23, 2018 Deixe um comentário

E afinal, quem somos?

Sendo consciente, limitar-me-ei a pensar na minha pessoa. Afinal, desse lado, hoje ou amanhã, estarão pessoas fundamentalmente lindas, com percurso próprio e sonhos particulares.

Sou uma batata, liberta de químicos impeditivos de grelo. Os meus grelos são agora poucos, mas houve anos em que a proficuidade era regra.

Enquanto isto tudo morre, num planeta a ser assassinado, pronto a ser abandonado logo que possível, sobreviver* é uma espécie de obrigatoriedade.

*sobreviver: sou muito egocêntrico! Mea culpa! Tantas pessoas realmente sedentas de vida e de condições elementares de vida… e eu aqui, armado ao pingarelho.

às vezes sei o que se passa

Abril 22, 2018 Deixe um comentário

Numa sociedade urbana, que é, de forma genérica, despida de identidade de grupo, existem comportamentos de massas inerentes, sobretudo, ao molde do investimento social que é feito pelo negócio na construção de modas.

Um dos fenómenos que me aguça a curiosidade é aquele que, em sentido lato, atrai um número considerável de pessoas para um objecto de fraca qualidade.

Seja a moda da cantora pimba, o restaurante do chef com preços altíssimos e refeições míseras, o bar-discoteca racista onde a violência impera ou a praia apinhada de gente sem espaço para usufruir de descanso e sol.

Recentemente, houve um movimento deste género com origem na urbanidade dos hipsters. Os hipsters e alguns dos seus líderes de opinião e estrategas comerciais, estão a demonstrar o quanto são mainstream e conseguem demonstrar o seu aplauso por vernáculo habitualmente atribuído a personagens artísticas como Quim Barreiros. A idolatria que se está a construir em volta da personagem artística Conan Osíris é um sinal de decadência e claro movimento kitsch, sem laivo de vanguarda.

Cada um fará a sua opinião: sobre mim dirão que sou arrogante.

faltam uma ou duas coisas

Abril 20, 2018 Deixe um comentário

Quando olhas para fora, já viste o que te vai dentro?

Nem sempre somos capazes de entender tudo.

Tudo?

As ligações entre dois ou mais objectos que observamos, quando nos parece que só estamos a observar um.

Os dias são tantas vezes possíveis, porque o pensamento de ti traz o brilho solar.

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