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Archive for the ‘livros’ Category

Rosto, Clareira e Desmaio, de Miguel-Manso

Agosto 12, 2017 Deixe um comentário

Talvez seja pequeno da minha parte, mas não consigo ultrapassar nenhuma menção a síncope vagal sem colocar na acção Cavaco Silva, o que me deixa tenso e, de uma forma leve, frustrado com a existência universal.

Posto isto, a terceira parte de Rosto, Clareira e Desmaio, de Miguel-Manso (2017, Douda Correria), torna-se numa leitura triste e em fuga permanente do meu próprio universo, o que prejudica o texto do autor.

Crendo na abrangência plena da etnografia, isto é, todas as acções são dignas de registo etnográfico, sinto as duas primeiras partes deste texto, que foi escrito para posterior interpretação dramatúrgica, como elementos poéticos de uma vivência do narrador entre os seus pares ou ante os seus objectos de observação.

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Categorias:livros, poesia, teatro Etiquetas:,

“Poeta cosendo um botão nas calças” de Abel Neves

Abril 17, 2015 Deixe um comentário
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“Canto I” de Rute Castro

Abril 17, 2015 Deixe um comentário
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“Pombalina” de Rosalina Marshall

Abril 17, 2015 Deixe um comentário

“o poema é uma casa” de Rui Pires Cabral

Abril 17, 2015 Deixe um comentário
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“Golpe” de Manuel Margarido

Abril 17, 2015 Deixe um comentário
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cidade nenhuma

Dezembro 28, 2014 Deixe um comentário

O novo livro da medíocre, “cidade nenhuma”, é uma parceria entre Luís Belo e Bruno Ministro. O primeiro como fotógrafo e o segundo como poeta.

As fotografias revelam pormenores não identificados de Viseu. Os poemas são reacções às fotografias. As fotografias entregam Viseu ao (quase) anonimato, promovendo a possibilidade das imagens pertencerem a qualquer cidade, ou nenhuma. A maioria dos poemas parece estabelecer o óbvio observável, através de pequenos trechos, onde existem descrições antropomórficas em demasia, descrições imediatistas ou surrealistas da imagem e/ou fins nem sempre conseguidos.

O meu reduzido conhecimento deste tipo de parcerias poderá estar a subjugar a qualidade dos textos, mas o trabalho que acompanho é o que resulta do par Nozolino/Baião. Ora, a qualidade de Baião, nos poemas que nos oferece, está muito para além de uma legendagem das imagens de Nozolino.

As fotografias de Belo, em “cidade nenhuma”, importam, sobretudo, pela representação dos locais enquanto representações humanas, praticamente, despidas de pessoas. A descoberta visual, traz, novamente, uma prática de etnografia, já presente em “emergir“, o primeiro livro de Luís Belo.

Um livro a descobrir pela colecção fotográfica, que poderia espoletar uma colecção de várias cidades nenhumas.

Edição de 70 exemplares, de 2014.

p.s. – um outro exemplo, mas diferente, da escrita de poesia para fotografia, com vários intervenientes na escrita e desconhecidos na fotografia, pode ser lido e visto na edição Averno de “Nós, os desconhecidos”, de novembro/2012.

Categorias:livros, posto móvel
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