A construção de um poema. De um pensamento. De uma frase que se distinga das outras. Requer que o pensamento não esteja ocupado por outros. Note-se que não falo de pensar nos outros. Falo de ocupação do pensamento pelos outros. Triste sinal de incapacidade do hospedeiro. Sinal que se põe à frente da vida. Quando a ocupação diária termina já não existem energias disponíveis. Há, então, um vazio que se prende ao desconforto físico e à imagem do outro real no ecrã. Para além disso, apenas o sono.

Infeliz animal. Nada contribuis para o mundo e ainda serás acusado de egoísmo. Ou, mais ridículo, dir-te-ão que és livre de seguir o teu caminho, seja ele qual for.

Compreendamos então, que muitos caminhos são passíveis de se organizarem num mapa, ainda que complexo. Problema: a generalidade das pessoas não sai do seu caminho ou, melhor, não permite ter diferentes perspectivas no mesmo caminho ou, ainda, não está disponível para conviver com pessoas que percorram no seu caminho e outros em simultâneo.

E assim se evitam mais mais versos e poemas no universo.

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