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nota para um diário inexistente

Ouço a Margarida Vale de Gato e os seus amigos que lhe dizem os poemas. Mulher ao mar dito por vários poemas e interpretações. Estou só. Sozinho às vezes. Ao meu lado parte do projecto pensado há um ano e que não iniciei.
Ouço e, enquanto a poesia dita me afaga os tímpanos, emudeço a minha vontade. Cansado dos dias. Da frustração do dias. Sem força para combater a opressão da frustração. Medo de que seja isto o que os outros chamam depressão. Os dias passam. Passam a ferro as curvas que no meu gráfico rítmico me animam o espírito, evento cada vez mais raro na linha, assim quase recta, da sub-existência que preenche o momento entre o meu acordar e o meu adormecer.
“As pessoas são tão tristes. As pessoas são patéticas, meu amor.”

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