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Tú que no has existido

Tú que no has existido
porque nunca has escrito
un poema de amor
léele en las rodillas
y hazla a veces dudar

que alguién diga fue
también centro del mundo.

(Zaragoza, enero de 2010)

[Ramiro Gairín Muñoz, de Nudo, in Que Caiga el Favorito, Prensas Universitarias de Zaragoza, 2011]
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  1. Ainda sem comentários.
  1. Março 22, 2012 às 13:46

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