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more money and prosperity bring happiness and no poetry*

escrevi o meu primeiro poema depois dos 25 anos. antes disso cheguei a escrever cartas de amor. hoje, depois dos 35, percebo que nunca escrevi nem uma coisa nem outra. e o que eu quero escrever, agora, é algo que represente o fim das cabeleiras e dos postiços e das próteses inúteis. escrever inutilidades.

quando te conheci. quando depois fui viver. quando continuei a viver. quando continuo a viver. não te conheço.

o processo de ignorância. a que sou submetido pela competência dos meus pares compatriotas, amigos, ex-amigos e outros que poderiam ter sido outra coisa que não a sua ausência do meu discurso. representa o caminho para a minha felicidade. que tantos insistem em dizer-me que existe e eu sinto como via sacrificial.

embriagado no teu perfume. os dedos presos numa cartilagem direita. os olhos semi-cerrados no sonho.

os meus pais ensinaram-me a cortar os ladrões. mas não o fiz. a minha árvore não dá frutos. alimenta um conjunto alargado de ramos e folhagem.

sem início. o beijo. sem fim.

aprendi a beber vinho.

*o dicionário está vazio

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