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o coelhinho foi com o pai natal e adoptaram pintos

e palhaços e a felicidade construíu-se com a solidariedade da AMI.

Num pontual regresso aos transportes públicos, tenho um encontro real com a poesia no cais de embarques. um homem, de fato, mais novo do que eu, empunha, lendo, o Resumo de 2010.

Antes encontrei a poesia em construção ao observar a autoestrada, as faixas em direcção a Lisboa. O trânsito parado. Inúmeros carros semi-parados ou semi-andantes. Nuvens sem anjos polulam os céus da segunda-feira da traição. E o trânsito flui para norte, numa espécie de massa espessa e viscosa. Quente.

Neste intervalo agudo entre o fim-de-semana e uns dias de férias, sinto algo como se o peso da história demonstrasse que eu sou uma peça errada no puzzle da enfermidade do pensamento sul-europeu.
Não será essa enfermidade a fazer com que eu pense assim?

Tenho sido abençoado por muitos dos que comigo se cruzam. Salvam-me a vida em 2 segundos de palavras. Evitam-me as cartas de despedida. Impedem-me os actos finais.

E as cenas sucedem-se. Num intricado absurdo. Feito de palavras em silêncio. Vazios de actos. Olhares cúmplices e assassínios meditados… E, por isso, adiados.

É o comboio da AMI. Apita! Apita!

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