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O TABERNEIRO hoje está risonho — trouxeram-lhe pornografia fresquinha e ele gosta disso. O pior é a família, aburguesada, censória… Terá de escondê-la, como aos goles pela garrafa, de meia em meia hora. É triste um adulto ter de esconder as mãos.

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O TABERNEIRO hoje está tristonho — apercebeu-se de que a revolução foi um nado-morto. E se ele gostava dela! Viverá escondido, como quem toca à punheta. É triste um adulto ter de esconder as mãos.

[Miguel Martins, in O Taberneiro, Poesia Incompleta, 2010]
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