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«Não tenhas confiança na tua juventude.»*

para o Manuel de Freitas

Noites de tabaco com resina
de Marrocos, pequenos quartos

onde a música era enorme.
As ruas pulsavam, eram coisas

mortais, o pensamento um carrossel
de monstros vivos. E nós os únicos,

os mais sós, os mais relapsos
no caminho que descia do devaneio

à angústia. Esquecidos das horas
num qualquer degrau perdido,

o futuro era aterrados: it will end
in tears
. E tudo o que sabíamos

estava errado, menos isso.

[Rui Pires Cabral, in 38º, Língua Morta, 2010 (2ª ed.) ]

*Dostoievski, A Voz Subterrânea [tradução de Célia Henriques e Vítor Silva Tavares], &etc, Lisboa, 1989, p. 108.

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