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O navio que ensombra

Onde é que ele foi? O seu lugar está vazio,
uma bandeira flutua no céu, sem vozes
para praguejar ou questionar –

terá admitido a derrota? ondas suaves interrompidas
pelos seus pensamentos, pelo seu corpo – será que nos falta
a sua graça, o seu pensamento a liderar?

O vento provoca violentamente os convés de cima,
aqui e ali os homens em pé como soldados,
as mulheres, enroladas em xailes e silêncio, tremem.
perscrutando o frio e o viscoso mar.

[Louise Cole, Jewelled Tree, Spout, 2000, versão minha]
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