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os livros não se constipam

hoje, depois de, por necessidade, me ter deslocado a uma Baixa de Lisboa cheia de gente e carros, com anterior passagem por um Chiado com igual imagem, fui à São Filipe Nery, visitar a nova casa da Trama.

considero que aquele espaço reserva o essencial da livraria: as pessoas e os livros – por esta ordem, porque não há livros sem pessoas nem livrarias sem sorrisos.

entrei quando se conversava sobre o ainda hoje vanguardista Fernando Pessoa: voltamos sempre a ele, de alguma forma, pela tinta de alguém.

as pequenas prateleiras altas de um só livro exposto fizeram-me pensar: ainda bem que não se constipam. o Ricardo estava ali enregelado a conversar alegremente com uma rapariga… entrou uma outra e no fim puderam partilhar os três de um ponto comum: Nuno Bragança.

mas eu fui lá para ir buscar a última edição da livraria: “Rusga”, de Vasco Gato. (e trouxe mais “Entulho”, de João Miguel Henriques – a minha mania de querer saber que livro é aquele sem lombada.)

a Trama faz-me lembrar uma livraria de vão de escada, pela dimensão e estrutura, mas fria… muito fria. se calhar os vãos de escada são mesmo assim.

tenho para mim que nem sempre temos tudo, que temos tanto que não nos chega.

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