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[jazzportugal – newsletter] Riff 45

«a poesia, entre os árabes cultos
foi julgada como um poder de comunicação
capaz de produzir o encantamento do ouvinte e uma estética de compreensão.
ela exigia um estado de inteligência que prescinde do pensamento»

Agustina

ao entrar na idade que tenho aprendi agustina
aprendi que todos somos actores
uns cumo ricardo o burton
outros não
minto quando canto getz nota por nota solo sobre time after time mais de seis minutos de memória cantada
minto porque não canto recanto recito discurso actuo
nem getz tocou verdade
mentir é passar o até bom muito bom pode haver melhor
mentira é a visão ao espelho
a realidade não existe está em permanente transformação
sou 1958 quando armstrong me surpreendia
os jazzmen mentem porque no momento segundo daquela nota há outras notas disponíveis
takes demonstram cumo se mente e à verdade se não chega
quero fazer cumo os outros fazem quero mentir e dar-me sempre por insatisfeito
há mentiras melhores do que as minhas
tenho mentiras a contar sobre os festivais que acabaram de mentir há pouco tempo
seixal: percebi o que me não quiseram contar
poucos somos piores seremos
divididamente burros
quem foi ao clube não foi ao auditório
e calculem lá ou aqui
quem foi ao auditório não foi ao clube
mentiroso vulgo eclético mor fui às duas partes e àquela parte não sei
outros mentirosos não mentem quando é preciso
no clube ‘gostou-se’ de tudo
parecer é mentir
de vandermark a vandermark passando pelo meia idade malaby tocando jazz já ouvido há muitos anos áh
quando décadas por nós passam os repetidos gritos repetidos incomodam
e tudo o que vi & ouvi já conhecia já se conhece é o segredo da evolução parada
no auditório cumo mau repórter que sou não assisti a nada que a seguir lerão
haden que toca e sempre tocou cbaixo de maneira exageradamente enganosa enganadora
graças ao fascismo português é jazzman célebre celebrado
portou-se bem em 71 contra a ditadura
um herói!
mentira!
hoje
exige dólares pela versão sua do acontecimento em entrevista
exige hotel com ***** com restantes músicos virados para as traseiras
exige outro tapete em palco certamente porque os tapetes que pisa muito influenciam seu estilo
exige que josé duarte seu ensinador em 71 não saiba nome do hotel onde desta vez pernoitou
exige que um autógrafo seu seja dado por uma loira ou loura que com ele estava em seu nome com seu nome e apelido
quem o viu quem o vê!
charlie haden não mente
o octeto que era para ser de odeon pope mas foi de david murray não brilhou porque os gritos de murray para tal não chegaram
jazz para ser de hoje precisa de ser berrado cria-se no clube
pena foi não terem ouvido murray no auditório
luta não de contrários mas de parecidamente semelhantes entre clube e auditório
disfarçadamente mais ano menos ano clube ganhará ao auditório…
o eterno 5teto com holland faz jazz que já fez desde décadas atrás!
não agradou não desagradou foi algo penoso de seguir
embora potter tivesse estado bem cumo jazzman apreciado neste planeta
o quarteto de steve wilson brilhou em particular os quatro seu trabalho colectivo & individual
kimbrough em piano (com mais teclas brancas do que pretas) esteve cumo é seu hábito bom e mr. penn à bateria foi / é um dos melhores
valeu a pena jazzar nesta noite em seixal ao som deste quarteto da banda de maria schneider

guimarães:
vimaranenses andam contentes
football em 2010 cultura em 2102
não fosse a tv e os canais nem pela cimeira tinha dado
no minho come-se bem e em 2011 se realizará o 20º festival
20 anos são 20 anos
outra mentira: foram não são
foi-me dado ouver alguns poucos bons concertos outros menos bons
e para que não me chamem mentiroso gostei de todos mesmo daqueles que não gostei nada
melhor: que gostei nada
garrett a saxofonar é teimoso na sua má criação em palco
toca de costas para quem o ouve
é um músico jazz desinteressante
ameaçou e praticou roque tentando confundir ou prazenteirar-se
virei-lhe costas a meio
com uma cimeira política em lisboa outra de saxofones em guimas
esta lovano e coltrane filho e liebmann
em todos os summit há quem fale e quem diga
na de saxofones só lovano me falou
restantes dois disseram-me pouco quase nada
destaque esse sim para billy hart em bateria
só pensar nas mentiras que mr. hart tem para nos contar passadas ao longo de sua vida baterista…
depois com um 4teto só 2 brilharam a fogo intenso hot music
charles lloyd em saxofone ser pensante mentiroso dos melhores esqueceu-se de tocar flauta tal como o fizera no festival que se realiza no estoril mas é de cascais
jason moran pianista que irá ficar na história dadas suas excepcionais qualidades jazz e para além de jazz foi cumo usa do verbo usar perfeito mais do que perfeito simples
o solo bateria no encore estragou a perfeição deste concerto jazz
esmae escola jazz portuense apresentou sua big band
foi-me agradável ouver outra das mais de meia dúzia bandas jazz que existem neste enorme país
banda tocou bem e bom jazz mas dirigida e ensaiada por músicos estrangeiros de fora…
gonzalo rubalcaba com 4 mostrou o que é a sua fusão de jazz n-americano com música de cuba
uma fusão pró-erudita certamente devida à educação musical de rubalcaba que vive em miami…
e para mim guimas fechou com new york composers orchestra espectáculo que me deixou confuso
mentir é mentir declaradamente sem confusões
não percebi o concerto
ora bem ora menos bem embora com notáveis sentados nas cadeiras: ehrlich e yates e horton e varner e previte com horwitz cumo director (?)
uma misteriosa senhora dirigiu de vez em quando a big band

saí de guimas com saudades de estar bem até de estar mal
quem mente é assim gosta do que não gosta não gosta do que gosta

gosto de fado embora saiba que severa mente

lapa 23 novembro 2010 e um dos últimos ‘jazz com brancas’ na rtp antena 2

ah, mãe louca à volta, sentadamente completa


herberto helder


http://www.jazzportugal.ua.pt

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Categorias:música Etiquetas:
  1. Novembro 24, 2010 às 22:51

    muitíssimo. gostei muitíssimo.

    • j m
      Novembro 24, 2010 às 23:00

      gosto muito de receber a newsletter da JazzPortugal por causa destes textos do José Duarte, são sempre fantásticos.

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