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não denunciado

Estavas a dormir quando cheguei a casa
depois da noite de raparigas.
Fiquei à porta do nosso quarto
a ouvir.

Pus a água a correr para o banho
despi as minhas roupas
enfiei-as num saco preto
pronto a arder.
Esfreguei a minha pele
pensei em rapar os pêlos púbicos,
ainda o consigo cheirar.
Se fechar os olhos
sinto a mão dele na cara.
Ele não consegue ver quem sou
não posso dizer não.
Ele não tentou beijar-me
os meus lábios estão limpos.

Ao pequeno-almoço perguntas-me
se tive uma noite boa.
Foi fixe respondo
a Jan enfrascou-se outra vez.

[Carrie Hanson, bang, Spout, 1997, tradução minha]
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