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5.

A cidade acorda como sempre
debaixo de um suor agitado.
As formigas invadem os restos
de fruta e as baratas iniciam o
seu ciclo instável. Quando passa
um homem com uma pá e uma
vassoura junto ao banco, os
pombos saltam para os ombros
dos velhos e tudo volta à
normalidade: a cidade com as
suas estátuas, o sol cinzento,
os plásticos ao vento.

[Jaime Rocha, de As Aves (Ciclo Terceiro), in Criatura, n.º 5, Núcleo Autónomo Calíope da Faculdade de Direito de Lisboa, 2010]
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Categorias:poesia Etiquetas:,
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