quando assim, que outra forma?

neste outono, redutor da luminosidade dos dias, sinto-me tão triste e frustrado como no verão presente passado.
desde então que sair do bordel se tornou tarefa simples e realizada sem a angústia do que ainda poderia fazer ou ter feito. ainda assim, o corpo cansado na ansiedade do previsto regresso no dia seguinte. o trabalho agrada-me, mas não é estimulante, é apenas rotina.
as pessoas passaram de previsíveis a apenas “o mesmo do costume”. dou-lhes também “o mesmo do costume”, sem sabor, sem alegria, muitas vezes com enfado.
à minha volta a esperança não é melhor do que a minha. parecem todos carregar um fardo muito maior do que o meu.
olham o acto como desesperador. desistem e não voltam ao bordel ou ausentam-se por muitos dias. o bordel é o que é. as pessoas mudam. tornam-se mais pequenas. eu mudei. amanhã, preferiria outro bordel.

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