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mais tendências

metido que ando ou andei ou … /recomeço/ pelas vias da dispersão cerebral presente nas últimas semanas (evitação intrínseca de esgotamento?), cujo início dei conta aqui… deixei ainda que a phe me envolvesse na audição total do conjunto de elementos enclausurados no homómino dos The XX.

/aceleração/ admito que o enjôo do Radarizado VCR estava difícil de ultrapassar, mas lá passou e o resto faz-me de facto sentido. existe um conjunto de elementos enebriantes, tendencialmente pós-punkalhada com muito shoegazing. elementos sonoros que me fizeram lembrar os Arab Strap e os Astonishing Urbana Fall… e outros mais interiores como a desesperança

/activar cruise control/ depois comecei a notar algo que andava a acompanhar algumas das minhas buscas e mais uma vez estava a passar no outro lado da rua. resolvi atravessar para o outro passeio e lá estavam eles, os The Big Pink. e, mais uma vez, vou ter com uma banda 4AD (The National), do grupo Beggars Banquet, cujas casas abrigam os the XX (Young Turks/XL), os Sonic Youth ou Yo La Tengo (Matador), Antony and The Johnsons (Rough Trade) – novo álbum em Outubro -, etc. e tal e muitas coisas mais.

/olhar pela janela/ os The Big Pink voltam a bater-me na curva… e depois percebi, esta malta (estou a incluir os The National e os Beach House) vai toda para os festivais de verão de Portugal (quase todos no mesmo), até os the XX voltam a Portugal, para dar espaço aos que não cabem nos dois concertos esgotados que aí vêm este mês. e nesta cena de perceber que eu não sou um festivaleiro, ainda levo com os Hurts, banda sem álbum, com um 12″ (dois remixes de uma música deles) de Janeiro deste ano e o primeiro single a sair no final do mês, cujo vídeo foi realizado pelo Anton Corbjin.

/recall who you are/ os Hurts chocaram-me. enquanto os The Big Pink é um: sim, isto é bom… e deixam-me reflectir sobre o conteúdo concreto, os Hurts entram na electrónica de uma forma mais sintetizada, o que implica criação de uma sonoridade q.b. very-dark-love-pop/shoegazing/pós-punk muito aberta para o meu gosto e demasiado fechada para o meu desgosto. junto os Hurts ao work in progress com um sorriso de ansiedade.

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  1. Maio 15, 2010 às 15:48

    ainda assim, fazes aí umas misturas sacrílegas, mas que não tens coragem de juntar às tags >;P

    e não falo só dos National (se bem que National e Beach House na mesma frase, devia dar direito a andares todos os dias na linha azul, como se fossem dias de papa).

    National, Yo La Tengo e mesmo o Antony, vão andar por aí quando já se tiver enjoado o pop bonzinho (bem escrito e boa companhia, mas efémero) adolescente dos outros. Profetiza a gaja que é gaja para gostar mais disso do que tu 😛

    • j m
      Maio 15, 2010 às 16:46

      as misturas que fiz em nomeações, revelam apenas bandas a que dei mais atenção agora :p, mesmo os the National – cultivados por ti – só lhes dei tempo a sério agora com o Violet. e juntei-os aos Beach House porque ambos estarão no mesmo festival… o Montez lá sabe :p

      nem todos são tagtizáveis neste post porque não fazem parte das minhas descobertas recentes a que se refere o post. e o Antony só entrou nas tags por causa do link muito importante que deixei. :p

      quanto ao “pop bonzinho, mas efémero”, algumas das bandas que trouxe neste e no outro post certamente terão vida maior do que outras, mas mais importante, é que a maioria das bandas que nomeei roça apenas o pop, fazendo delas bons iniciados na vida doméstica do pós-punk e shoegazing revitalizados.

      de todos os nomeados, nos dois posts (excluindo as certezas dos The National e do Antony), apenas os Beach House apresentam um histórico em que só ao 3º álbum conseguem presentear o (meu) mundo com algo realmente apetitoso, de resto as bandas ou têm apenas um álbum ou estão a aparecer com os primeiros singles.

      o grande precípicio que se me apresentou nas audições que tenho feito é que não estamos numa onda mainstream imediata. noto um cuidado muito grande das bandas a darem os primeiros passos. penso que encontrei algumas fontes em direcção ao culto.

      penso que o sucesso dos The XX só se confirmará com o segundo álbum, onde, temo, poderá vir a demonstrar-se uma de duas coisas: vamos agradar ao mundo mantendo o perfil (e entrando no ridículo) ou zarpam para algo mais agressivo (fazendo companhia a algumas destas bandas que parecem surgir). afinal são putos de 19 anos… podem definir-se para onde quiserem.

      os the Big Pink são outra onda, com uma violência engastada na música. estes são para cultivar, acredito muito nisto.

      estas explicações são devidas, porque estas minhas incursões na música recente do UK (e breves toques nos USofA), são apenas descobertas ínfimas… não quero legitimar nada. :p

  2. Maio 15, 2010 às 15:49

    e vem aí Hannon, the King.

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