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depois de tudo, a espera

Espero um sorriso matinal, quando me encontras, à tardinha, para um galão e duas fatias torradas de pão saloio. Espero, porque a minha assiduidade ainda é real, mas pesa-me a tristeza de que nunca venhas. Espero nos dias ímpares e nos pares. Espero na mesa de esplanada do Imperador ou na da casa de chá de Serralves. Como habitualmente uma fatia de bolo de chocolate e bebo um bule de chá preto da China. Escrevo nos pensamentos e esqueço-os. Considero-me um bom crítico e sei que o que escrevo é torto em linhas tortas, imperceptível. Espero e a chuva chega. Espero e as esplanadas fecham para uma longa época outono/inverno. Uma negritude como quando, dos teus olhos, foi sugado o brilho do nosso amor. Eu permaneço à espera. Desde que me vim embora, e habito apenas a cadeira numa das esplanadas, nunca mais surgiste nos nossos espaços soalheiros. Que é feito de ti?

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Categorias:posto móvel
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