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um sonho sem domida

O medo que tenho de ti, de ti, de ti e de ti, é igual ao que tenho dele e dele, daquele e daquele ali. Tanto medo como do outro lá atrás e do que está na sombra do pilar. Esta sala é demasiado vaga para saber identificar o que nos pudesse aproximar. Tenho muito medo. O meu dedo indicador verga ao peso do delírio. Fujo. Crio o espaço que me acomoda o espírito. Bebo a água pura, nos sonhos que vivo acordado.

Seguro-me numa almofada sem botões nem fecho, presa num velcro, verde de bílis e barbitúricos. Puxo por ela. Tenho fé nela. Durmo na explosão de penas de pinto.

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Categorias:posto móvel
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