Um anjo adorna o corpo e morde o chão

Um anjo adorna o corpo e morde o chão
por não ter porte para tamanhas asas.

Cresceram-lhe excessivas de soberba
e não cuidou do barro que as sustinha.

[Ruy Duarte de Carvalho, de Lavra Paralela in Lavra, poesia reunida 1970/2000]

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