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quero dizer que não escrevo || afirmar que não digo

assemelhava-se a um chupa-chupa, nas mãos de uma criança, a minha perna coberta pelos teus braços enrolados. escapar-se, nunca. tanto peso. tanto passado. e as lágrimas, que molhavam as calças de fazenda – acetinada pelo tempo, do por lavar, que lhe fora tangente.

mais tarde, tomei conta de mim. era noite e a vigília estava instalada. fora tempo demais entre a loucura e o disfarce. uma ou outra máscara para momentos de transe. olhos muito abertos, com o peso do sono adiado. sem lua.

tomei conta de mim e fui. até ali à frente. atravessei a estrada quando se anunciava uma betoneira. fiz um esforço por me centrar correctamente no chão negro do alcatrão. as rodas passaram, deslocando a betoneira centímetro a centímetro no mapa das estradas.

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  1. Dezembro 12, 2009 às 13:56

    dizias tu, sobre o que não escreves. porque não escreves. só para seres desmentido.

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