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tarde

Ardem as maçãs na tarde aberta
sobre o pomar do teu passado

Conta quem foste     Recomeça
com outros frutos o relato

Sejam romãs     É uma festa
ir decifrar-te bago a bago

Conta em que tronco as tuas pernas
viram primeiro a luz de um rapto

Ou projectaram ser a hera
tocando frutos lá no alto

Conta quem foste     Nunca ‘squeças
que só em frutos te traslado

[David Mourão-Ferreira, de Órfico Ofício, in Música de Cama]

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