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o sexo do texto

Espero-te
esmagada de fúria.
Se vieres, com a descarnada volúpia de um tigre, acenderás de novo
o meu desejo.
Uma brasa! uma brasa!
me queimará o pêlo. Não o desviarei.
Redondo é o calor e o sexo
deste texto. A ele me acolho,
desprotegida.
A nudez é rugido. Minhas… as garras: o verde
brilho enrijecendo no que faz explodir
o olhar do gato
aninhado em teu peito.

[Eduarda Chiote, in Não me morras]

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