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foi um dia delirante

foi um dia delirante
a lua apareceu num instante
durante a criança admirada
e desapareceu logo a seguir
e a última mãe com filhos na cidade
foi pela mata descalça e devagar
sem dizer a ninguém
para ouvir sozinha o barulho do mar
só um bocadinho
e voltar a correr

era a coisa mais estranha
e fabulosa até aí
pela cidade completamente calma e branca
e o sol não se pôs nesse dia
nunca mais se falou nisto

[Joaquim Castro Caldas, in diz que até jesus]

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