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À morte dum canário

Dos céus, coube-me
esta porção na gaiola.
Bicho assim
requeria um poema
também alígero,
alface azul,
mas com surto
de folhas, viço.
Nunca, numa pata,
seu olho erigiu
a dúvida em sistema,
redondo.
Água, alpista,
o diário enlevo
de meus filhos,
e nenhum espólio!
Amotinado,
a quem, maior do que eu,
usurpo a solidão,
pedindo um fim da fábula?

___
Recuperado do lixo, p/ o Vergílio Alberto Vieira

[Sebastião Alba, in Correntes D’Escritas 1]

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