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o Monta Cargas, em Almada

o Monta Cargas, em Almada

#21.15 portas deviam ter aberto às 21. A representação deverá iniciar às 21.30. Mais de vinte pessoas à porta. Muitas crianças – que vão elas entender? – para ver o Monta Cargas de Pinter, do original Dumb Waiter, pelo grupo Cénico da Incrível Almadense. As pessoas batem à porta fechada, passaram 5 minutos. A representação, que estreia hoje, faz parte da Mostra de Teatro de Almada, a decorrer até 22 de Fevereiro. A sala pertence à Sociedade Filarmónica do Incrível Almadense. #21.24 abriram a porta. Fila para a bilheteira. Esta merda vai começar às 22h. Organização do local com nota negativa. #21.30 A caixa está sem trocos. Vou para a sala. É a sala ou salão de baile. Palco grande e alto. Cadeiras de resina, todas ao mesmo nível. Música electrónica de baixo valor nas colunas. No blog do grupo disseram-me que a lotação era grande e não esgotaria, tendo em conta a dimensão familiar e de bairro do local pode ser que esgote a plateia. #21.37 O espaço tem dois balcões e respectivas laterais. Pois, nao vai encher a plateia. #21.40 Para evitar cabeças grandes, sentei-me na primeira fila. Assim também evitarei conversas parvas, algumas. O frio está a atacar-me os dedos. #21.44 O cenário está rudimentar, suficiente. À minha volta já se queixam de que estão fartos de estar aqui. O nome desta peça, mal escolhido, está a implicar ideias sobre elevadores grandes, de carga, quando se trata de um elevador muito pequeno, para distribuição de comida ou objectos de pequena dimensão, habitualmente utilizados em hotéis ou casas com criados. #21.50 Ainda não começou. Acho que acertei na hora, há bocado. #21.56 Começou a peça. #22.45 Acabou a peça. Espaço inadequado para a peça. Muito eco. Existiu um esforço grande dos actores, mas uma colocação de voz pouco equilibrada entre eles. As pessoas perguntaram o significado da peça, e porque não se utilizou um terceiro actor para o alvo. Recomenda-se a leitura. As crianças e os adultos, mais as crianças, riram. As alterações do texto para identificação regional ou local dos clubes de futebol não são bem vindas, apesar do interesse em trazer as pessoas para o (resto do) texto. Não criaram a tensão esperada.

comentários posteriores:

não é indicado no cartaz de quem é a tradução utilizada – nem no programa da 13ª Mostra de Teatro de Almada. Tal é algo que me preocupa, essa falta de cuidado com as referências para o texto em português. Voltamos à velha história do esquecimento sobre os tradutores, o que nos leva também, eventualmente, a uma vontade de ausência de responsabilidade sobre o texto representado.

o porquê do nome da peça ter sido mal escolhido: a imagem mais conhecida de monta-cargas é o de um elevador grande e enorme, o que aconteceu com o público ao meu lado. poucos se lembram do pequeno elevador. outra questão pertinente, é o duplo sentido que se obtém da forma inglesa Dumb Waiter. a peça tem como personagens dois serviçais – waiters -, um deles mais tolo – dumb. ainda poderia esticar um pouco mais a corda, mas seria preferível lerem a peça, não?

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  1. Fevereiro 18, 2009 às 22:09

    eu lembro-me de um excelente, lá na casa demolida. que saudades da casa demolida.

  2. j m
    Fevereiro 19, 2009 às 00:20

    🙂 grande representação! 🙂

    O Serviço

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