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o que não queima o coração

Poderás morrer de sede sob o candeeiro
quando se desmancham os insectos
na mistura do tabaco.
Poço riscado pelos dedos que seguram
a mortalha, a água onde retine
o que não queima o coração

Como esta paisagem, nítida não era a flor nascida
de vermelhos troncos, a ramagem espessa.
Cargas líquidas tingidas que passam para nunca mais;
relógio desactivado, assim pudesse
romper a ponte destas horas que não cessam:
alados, iludidos insectos,
transparências.
«Nunca o teria feito por menos»
um enxerto vegetal acerta ainda a outra banda
de navios negros, segregados
ao ouvido

Luís Manuel Gaspar, excerto de LVMINARIA

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Categorias:poesia Etiquetas:,
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