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para sem nada com grão

para sem nada com grão

Hoje, um pouco mais tarde do que o habitual. Escrevo o habitual texto da manhã. Sem graça nem interesse.

Apesar de toda a conversa, não sei se a temperatura baixou ou aumentou, comparando com a semana passada. Eu tenho vindo a sentir muito mais frio.

Esta conversa vazia irá preencher as minhas conversas de circunstância de hoje e amanhã, tal como já foi útil nos dias anteriores.

Poderei escrever sobre a magnitude do meu pensamento, quando aplicado a necessárias decisões íntimas: a magnitude do meu pensamento, quando aplicado a necessárias decisões íntimas, é nula.
Os dias são mesmo isto, a luta entre a realidade e aquilo que me vai na cabeça.

A realidade dos outros a tentar, por características da sociedade decisora, averiguar o que sou ou faço no tempo em que estou com outros que não aqueles. E porque raio terei eu que comentar esses momentos se não comento com os segundos outros os momentos com os primeiros? Mais, que há a comentar sobre a normalidade? Por minha vontade, por meu desejo, levo a minha presença a diferentes uns e outros, mas os acontecimentos têm um significado que só aos presentes importa.

Há muito tempo me apercebi que falar só me traz prejuízo e incómodo emocional. Devia ter ido para um carmelo. O problema é que eu gosto de comunicar, mas não sobre o comum.

Hoje fiz xixi. Comi aquilo. Deixei de fumar (outra vez). Lavei a louça x vezes. Dialoguei com uma criança, de criança para criança, todos os fins-de-semana recentes. Mantenho uma relação com a mãe dela. Tomei banho x vezes. Fui ao supermercado (que é diferente de ir às compras). Preciso de sapatos de inverno, os meus estão rotos. Devia ir aos saldos. Devia ganhar mais. Preciso de mais poder interno. Não faço a barba há 5 dias. Já quase pareço um homem de barba.

E a poesia? A poesia é fraca. E o ser poeta? Poetas são esses senhores de magna amplitude cerebral na vida. E não uns e outros que parecem ter o poder no polegar(zinho).

Como corre a vida? Com as pernas.

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