teoria da desilusão

Posts Tagged ‘a minha vida não dava um filme

psichedelic punk

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vi esta cena e lembro-me que ainda hoje considero a Kim Gordon uma mulher linda. este documentário traz-me recordações quase 20 anos depois. aconteceu antes de eu começar a coleccionar suportes de música e vejo-o muito depois de ter deixado de os coleccionar.

tenho saudades de ir a concertos… tenho sobretudo saudades dos cliques cerebrais que aconteciam com música aparentemente apocalíptica e desconexa de sentido.

remembering Sam diria quem sobrevive àqueles que morrem, sendo Sam um nome substituível.

Escrito por j m

Julho 13, 2009 em 15:09

uma hora para matar tempo

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duas mulheres açoreanas, a querer matar tempo, foram aconselhadas a ir à feira do relógio. saem do Olissipo, cruzam-se comigo e perguntam pela feira. digo-lhes que é longe para ir a pé. uma pergunta à outra, mas como é a feira? a resposta envolveu uma panóplia de tentativas de informação sobre ciganos, comida, roupa. a outra resumiu então: uma feira de confusão. e sorriu. aliás, o que não faltou nesta conversa foram sorrisos. e se estava aberta. eu fui sincero e disse que, mesmo tendo passado por lá cinco minutos antes, não tinha reparado. bem, se era longe para ir a pé, não iam gastar dinheiro para lá ir. perguntaram-me, e o que se pode ver aqui para além do vasco da gama? hesitei. a frente de rio está cheia de elementos passíveis de serem vistos, mas certamente elas saberiam disso. referi que há pouca coisa – admito a posição drástica, mas para quem queria ir ver a feira do relógio (mesmo que enganadas. será esta feira um elemento típico do continentalismo lisboeta?), é porque já saberiam da oferta nas proximidades. elas olharam-me sorrindo, mas com certa desconfiança. reagi de imediato referindo o oceanário. um sorriso franco e mais aberto: AH! e onde é? eu gosto de tudo o que tenha que ver com peixes. fiquei pasmo, por dentro. elas dormiram a cerca de 3 minutos do oceanário e não sabiam onde estavam – sim, eu sei que não tenho nenhuma informação sobre donde vieram, para onde vão ou quem sejam estas duas mulheres. expliquei onde é o oceanário: assim, assado, e o maior edifício que verão dentro do rio é o oceanário. e paga-se? sim. tem multibanco? sim, é um complexo grande, tem loja e café. um grito de satisfação. um sorriso imenso. sai a pergunta: este oceanário que me diz é aquele muito conhecido? respondi afirmativamente. histerismo instalado. ai, muito obrigado. estende-me a mão para me cumprimentar, agradecer e ir embora a correr. e vira-se para a outra: anda, anda, é o oceanário. vamos, vamos, temos pouco tempo. e disseram-me adeus acenando, já a uns metros de distância.

Escrito por j m

Maio 30, 2009 em 10:14

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arder

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e não é que apagaram o meu trackback do post abaixo? logo de alguém de quem não esperava tal.

:O… ou LOL!

enfim. as surpresas e as indignações cada um toma as que quer.. podem sempre desactivar essa função!

não deixem de lá ir ler, ok?

Escrito por j m

Fevereiro 10, 2009 em 23:11

os livros ardem quando é preciso

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Houve um diálogo recente na esfera dos blogues – e, provavelmente, em conversas de café ou escritório e outros gabinetes – sobre o que foi dito, não foi dito, cansou e descansou na participação de Nuno Júdice numa das sessões de Os Livros Ardem Mal (ocorrem em Coimbra, no TAGV).

O diálogo da esfera dos blogues – essa esfera magnânime e magna… ou magma, consoante a temperatura, é do âmbito do teatro do absurdo, apresenta uma só cena, dois personagens e duas falas para cada um. Luís Januário (primeiro personagem) expõe, e Osvaldo Manuel Silvestre (segundo personagem) responde. Como é virtude do absurdo, nem tudo é dito e a luz sobre o assunto é ténue e permite deambulações individuais por entre os escuros caminhos das correntes eléctricas cerebrais.

Uma das questões que foi abordada, foi a fuga (pensada? voluntária? contra riscos do que lhe reserva o futuro? salubridade do lugar que ocupa?) de Nuno Júdice à formulação exacta, concreta, absoluta dos nomes de 2 ou 3 poetas novos (ou deveria formular como “novos poetas”?) surgidos ou emergentes desta modernidade ou contemporaneidade militantemente ineficaz da juventude cavaquista, guterriana, durona, santanista (não retirar o primeiro “n”) e socrática.

Sinceramente, estou-me a borrifar (fosse verão) para isso. Tenho as minhas opiniões, até poderia saber as do Júdice – para escrever num anal da história? -, mas conto com a minha opinião para avançar. Posso até revelar que aquela menção à revista Criatura me assustou – mas eu sou muito assustadiço e espero a feira do livro para me redimir, se for o caso.

Contudo, – e há sempre a porra de um “mas” nestas histórias -, encontrei-me, hão uns minutos, com um post de Tiago Sousa Garcia (aka Tim Booth – não, não é esse) que me levou a escrevinhar estas linhas – que são direitas por se tratar de um processo automático que não desejo alterar de momento.

Tanto Januário como Silvestre – uso os apelidos por mais gozo na imaginação de um quadro animado com um qualquer pássaro e um indiferente gato, sem que as características do Piu-Piu e do Silvestre sejam aplicadas -, foram objectivos e concretos nas palavras – elas constam dos dicionários, não há escapismos à sua forma. Se disseram tudo não sei, eu não estive lá. Se disseram o suficiente para eu perceber a coisa?, acho que sim. Se a minha interpretação dos factos está correcta?, não sei. Para mim, gosto de apreciar estes dois posts como pertencentes à peça de teatro enunciada anteriormente.

Agora, oh Garcia – fresquinho, fosse verão -, a tua frase “Se se foi mal interpretado, a culpa é do enunciador e não do receptor.” é uma excelente treta. Quantas vezes eu reformulo frases ou até escrevo a mesma coisa duas vezes no mesmo papel, mas de forma diferente, e aqueles a quem entrego o papel respondem uns alhos completamente fora do contexto da informação recebida?* Quantas vezes eu vejo isso acontecer com outras pessoas?* Se na forma escrita é assim… Ora, quando alguém fala não vai estar a reformular de imediato – seria um atraso de vida… talvez se o questionarem dê um jeito. Houve questões? Obrigações? E seria perceptível aos ouvidos de quem a clarificação do assunto? Será isto um gate poético?

Já estou a imaginar um amontoado de jornalistas que fazem trinta e uma vezes a pergunta: “como justifica não apresentar claramente os nomes?”, e a resposta repetida trinta vezes – mal dita (maldita?) pelo enunciador – : “não tenho nada a comentar sobre isso.”. À trigésima primeira eu costumo interromper o enunciador e mando merda aos receptores, eles apanham-na e ficam todos cagados – tomara…

Esse dogmatismo da culpa do enunciador serve a quem? Aprende-se na escola? Vem escrito em que tomo?

Defenda-se a poesia, sim. Discuta-se a poesia, sim. Agora afiambrar com “a culpa é do Júdice que não sabe falar” é lixado, pá! Nomes? São precisos heróis globais da poiasia do hoje ultrapassado a todo o momento presente?

Ou estamos aqui a tentar ver se algum dos velhos elogia um novo, para esgrimir porquês, antagonizar, concordar, aplaudir? O Prado Coelho, o mundo o tenha, fez elogios amiúde, e o que ganhámos? Ele nem sempre acertou e ignorou muitos mais… e, discuto, mais valiosos – não, não vou dizer nomes.

O receptor é o mais puro dos interpretadores, o receptor está virgem e sabe sempre interpretar o que lhe transmitem??? Quantas ondas estariam no Café-Teatro do TAGV… ele são microfones sem fio, ele são computadores, ele são telemovéis, ele são PDA… isso causa ruído. O cérebro do receptor é puro, o problema é o ambiente???

Como sabemos muitos tiveram que queimar livros para se aquecerem, vivendo para sempre essa culpa por terem criado livros raros.

*São imensas vezes, pá.

Escrito por j m

Fevereiro 10, 2009 em 02:32

sss sss sss scratch my balls

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não hão fins, enquanto estivermos vivos, a fazer e ver filmes. em discos ou cassetes. os melodramáticos sentimentos de perda são imperceptíveis aos racionais amorais. haja devolução da perda.

post escrito ao som de duas canções de New Max, do álbum Phalasolo – distribuído gratuitamente -, em que participam numa Pacman e noutra o Virgul… os meus gostos musicais não estão avariados, estão exploratórios, ok? na canção com a participação do Pacman, ele lê as definições de pessoa presentes no dicionário – importante face ao média utilizado.

Escrito por j m

Fevereiro 4, 2009 em 12:50

smoke? smoke!

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Escrito por j m

Fevereiro 1, 2009 em 23:04

para uma nova fórmula de imagética rudimentar

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Io tengo sobre todo es cansancio, y ese desasosiego que es gemelo del cansancio cuando éste no tiene otra razón de ser sino el estar siendo. Tengo un recelo íntimo de los gestos a esbozar, una timidez intelectual de las palabras a decir. Todo me parece anticipadamente frustrado.

El insoportable tedio de todas estas caras, estúpidas de intelegencia o de falta de ella, grotescas hasta la náusea por felices o desgraciadas, horrorosas porque existen, marea separada de las cosas vivas que son ajenas a mí…

Fernando Pessoa, in Libro del desasosiego

era o que estava à mão.

Escrito por j m

Fevereiro 1, 2009 em 22:57

nunca te conheci

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pudesse eu agora emborcar um six pack e chorar outro six pack pelos olhos e vomitar ainda outro six pack, enquanto me encharco no mijo do six pack de há bocado, com uma mão no telefone e outra no mundo possível, empurrando-o para baixo, esmagando-o contra o solo.

Escrito por j m

Fevereiro 1, 2009 em 17:05

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o não mito citador e afins

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Na clientela do Café Gelo, nos anos 50-60 (…) Havia, isso sim, um espaço de convívio em liberdade plena, feroz e mútua crítica, nenhuma contemplação pelo arrivismo, a vida prática, as etiquetas sociais que noutros meios, da mais categorizada Oh Posição oficial, se evidenciavam.

E houve suicídios, amores desatinados, gente perdida para sempre (…)

de O mito do Café Gelo, Diário Económico, 19-07-1995

Luiz Pacheco, in Figuras, Figurantes e Figurões

vem esta a citação, encontrada há duas horas atrás, a propósito de um meu comentário deixado em local próprio.

Escrito por j m

Janeiro 29, 2009 em 21:35

dedicado a todos

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no seguimento de uma apreciação sobre caixas de luz, gera-se teatro cibernético. absurdo, é certo. estúpido, com certeza. mas um alerta à excelente poiasia que nos enche as medidas.

Persona 1 – meter o brilho no máximo
Persona 1 – e zá stá
Persona 2 – pois
Persona 1 – “zá stá” acabado de inventar no meu vocabulário
Persona 1 – :S
Persona 2 – muahahahahhaha
Persona 2 – >D
Persona 1 – se calhar fazia um poema sobre isso
Persona 2 – zá stá
Persona 1 – zá stá – zástá – zás tá – zaz tá – zaratrustá!
Persona 1 – lindo
Persona 1 – maravilhoso
Persona 2 – :|
Persona 1 – humpf…
Persona 2 – :|
Persona 1 – é assim? não gostas? porra… tanto esforço! e é assim?
Persona 2 – porra
Persona 2 – maravilhoso
Persona 2 – zás stá
Persona 1 – obrigado
Persona 1 – obrigado!!!!
Persona 1 – vou publicar!
Persona 2 – (weeee)

Escrito por j m

Janeiro 26, 2009 em 14:05

Publicado em teatro, teoria

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