Archive for the ‘intimidade’ Category
the keys to the kingdom
a minha relação com o Adagio de Albinoni iniciou-se na continuidade da minha relação cerebral com James Douglas Morrison. no tempo anterior ao mundo, a chave da porta foram as imagens criadas pelos escritos deste homem, que quis ser poeta. mais do que o concreto das formas escritas, foi a forte cortina de névoa nos sonhos e pesadelos, estruturados por uma simbologia orgânica, que libertou o espírito tímido do eu adolescente.
taken
sou-te de bom sabor longe. estou longe. não há terrores que não se ultrapassem. nem que seja com a morte. caminha. enquanto caminhares, descobrirás o que queres. novos quereres. pelo teu próprio sentir, saberás. aprenderás que não fugiste, apenas te libertas(te), um passo atrás de outro. sou-te de bom sabor longe, como um gelado na TV. sorri. a vida é já ali.
you made me feel less alone
you made me feel not quite so
deformed, uninformed and hunchbacked
Moz repete a tua voz:
one day goodbye will be farewell
so grab me while we still have the time
Moz says
algumas nuvens. não chove. devem estar uns 12 graus centígrados. quase nenhum vento. aqui ao lado um cardhu. no ar Moz e Years of Refusal. uma panóplia de mixed feelings no interior. uma maravilha. sem rosas nem espinhos. só o seco da garganta.
Moz diz
your voice it might say no
but the heart has a will of its own
your voice it might say no
but the heart, has a heart of its own
/…/
it cannot be given and so it must be taken
/…/
all of the gifts that they gave can’t compare
in anyway to
the love i am now givin’ to you
right here right now
/…/
did you really think we meant
all of those soppy sentimental things
that we said yesterday?
Moz vai dizendo,
let the heart rest
lay back your head
you were good in your time and we thank you
you made me feel less alone
you made me feel not quite so
/…/
time takes all grief away
you were good in your time and we thank you so
/…/
you said more in one day
than most people say in a lifetime
it was our time and we thank you
/…/
please understand I must surrender
/…/
then you grip with your hand
now so small in mine
are you aware wherever you are that you have just died?
Moz continua,
you say oh please forgive
you say oh live and let live
but sorry doesn’t help us
and sorry will not save us
and sorry will not bring my teen years back to me
anytime soon
/…/
you lied about the lies that you told
which is the full extent of being you is all about
you say oh please forgive
you say oh live and let live
but sorry doesn’t help us
oh sorry will not save us
oh sorry will not bring my love into my arms
as far as i know
/…/
sorry is just a word you find so easy to say
so you say it anyway
/…/
sorry won’t undo all the good done wrong
my love
Moz ainda insiste com outras e mais palavras. eu vou engolindo em seco. cada vez com menos vontade de o ouvir dizer o que me tem a dizer.
the one i love is standing near
the one i love is everywhere
as trevas
deveriam ser quebradas por vozes que debitam letras em forma de palavras, criando as frases e antecipando os sentidos dos que ouvem a esperança no vibrar das cordas vocais.
sss sss sss scratch my balls
não hão fins, enquanto estivermos vivos, a fazer e ver filmes. em discos ou cassetes. os melodramáticos sentimentos de perda são imperceptíveis aos racionais amorais. haja devolução da perda.
post escrito ao som de duas canções de New Max, do álbum Phalasolo – distribuído gratuitamente -, em que participam numa Pacman e noutra o Virgul… os meus gostos musicais não estão avariados, estão exploratórios, ok? na canção com a participação do Pacman, ele lê as definições de pessoa presentes no dicionário – importante face ao média utilizado.
smoke? smoke!
cúpula
onde os dedos dos anjos não se tocam
por pouco
e mesmo assim não mostram desespero
[Joaquim Castro Caldas, in diz que até jesus]
in the absence of human touch
Morrissey, no seu maravilhoso ano.
Este dia, lindo, assim, maravilhosamente antecipado antes de dormir. Quem agora aqui chegar não tem que pensar nem reflectir. Deixe-se disso. Mais tarde.
para sem nada com grão
Hoje, um pouco mais tarde do que o habitual. Escrevo o habitual texto da manhã. Sem graça nem interesse.
Apesar de toda a conversa, não sei se a temperatura baixou ou aumentou, comparando com a semana passada. Eu tenho vindo a sentir muito mais frio.
Esta conversa vazia irá preencher as minhas conversas de circunstância de hoje e amanhã, tal como já foi útil nos dias anteriores.
Poderei escrever sobre a magnitude do meu pensamento, quando aplicado a necessárias decisões íntimas: a magnitude do meu pensamento, quando aplicado a necessárias decisões íntimas, é nula.
Os dias são mesmo isto, a luta entre a realidade e aquilo que me vai na cabeça.
A realidade dos outros a tentar, por características da sociedade decisora, averiguar o que sou ou faço no tempo em que estou com outros que não aqueles. E porque raio terei eu que comentar esses momentos se não comento com os segundos outros os momentos com os primeiros? Mais, que há a comentar sobre a normalidade? Por minha vontade, por meu desejo, levo a minha presença a diferentes uns e outros, mas os acontecimentos têm um significado que só aos presentes importa.
Há muito tempo me apercebi que falar só me traz prejuízo e incómodo emocional. Devia ter ido para um carmelo. O problema é que eu gosto de comunicar, mas não sobre o comum.
Hoje fiz xixi. Comi aquilo. Deixei de fumar (outra vez). Lavei a louça x vezes. Dialoguei com uma criança, de criança para criança, todos os fins-de-semana recentes. Mantenho uma relação com a mãe dela. Tomei banho x vezes. Fui ao supermercado (que é diferente de ir às compras). Preciso de sapatos de inverno, os meus estão rotos. Devia ir aos saldos. Devia ganhar mais. Preciso de mais poder interno. Não faço a barba há 5 dias. Já quase pareço um homem de barba.
E a poesia? A poesia é fraca. E o ser poeta? Poetas são esses senhores de magna amplitude cerebral na vida. E não uns e outros que parecem ter o poder no polegar(zinho).
Como corre a vida? Com as pernas.
between the desert and the city lights
