Archive for the ‘cinema’ Category
psichedelic punk
vi esta cena e lembro-me que ainda hoje considero a Kim Gordon uma mulher linda. este documentário traz-me recordações quase 20 anos depois. aconteceu antes de eu começar a coleccionar suportes de música e vejo-o muito depois de ter deixado de os coleccionar.
tenho saudades de ir a concertos… tenho sobretudo saudades dos cliques cerebrais que aconteciam com música aparentemente apocalíptica e desconexa de sentido.
remembering Sam diria quem sobrevive àqueles que morrem, sendo Sam um nome substituível.
a misericórdia de deus nos conceda os últimos milagres
que a vida vai longa, demorada e, temo, a morte já se impacienta.
iniciei o processo de visualização… que não corresponde a nenhuma acção programática ou programada da vida que levo… da integral de João César Monteiro.
comecei pelas Recordações da Casa Amarela, entreti-me n’ O Último Mergulho, e termino – até ver -, n’ A Comédia de Deus.
não são vocês que me expulsam, sou eu que vos condeno a ficar.
her hand, his cheek
gentle creatures. uma história de percursos sem fim. mesmo que tenham a impressão de estar atrasado. não. vou ficar mais um pouco.

lost and found
you must now understand i am not to be who i am or who i was.

se ler, não divulgue
não aprendi nada com o filme – talvez um pouco de inteligência
. diverti-me bastante com o filme. muita gente poderia aprender muito com o filme. é um verdadeiro hino à imbecilidade reinante [o dia-a-dia]. no meio de tanta imbecilidade… ninguém escapa!

will the tulips return?
reconheci a música dos Kronos Quartet, mas não me recordo de ter visto o filme antes.
o quarto filme destes dias de semi-alheamento foi requiem for a dream.
é impossível escapar ou tornar relativas as dores e os sentimentos e as esperanças, enfim, perceber que eu sou um deles partes deles são parte de mim.

nothing and void – conclusão para pensamentos comuns
nos últimos dias vi três filmes, pela seguinte ordem:
Resident Evil [Degeneration]
Open Season 2
Juno
e não é que foi uma ordem feliz. do primeiro nada tenho para dizer. o segundo é uma animação que me fez rir e me divertiu.
Juno levou-me a visitar o meu planeta.
as maneiras de ver as coisas, a música, os problemas, as preocupações… as vidinhas.

o Manel Azeitona, como se fosse cá da terra
eu gosto de cinema. não tanto como gosto de café. não desisti do café.
só para parecer que estou dentro da onda em que toda a gente está – afinal, até mesmo a CM do Porto tentou enfiar-se, sendo expulsa desta surfada -, venho mostrar qual a minha relação com o Manoel de Oliveira.
conheço muito mal a cinematografia de Manoel de Oliveira, tal como desconheço outras que até me poderiam interessar. no entanto, houveram dois momentos cruciais em que me cruzei com o trabalho de Manoel de Oliveira, deixando-me marcas substranciais.
o primeiro momento, foi na sala do Monumental, com Vale Abraão, nesse dia vi três filmes, comecei no Monumental, passei pelo Nimas e acabei no King, só me lembro de um outro filme, foi o Wittgenstein, não me lembro qual foi o outro.
Vale Abraão marcou-me por tudo, pela história, pela beleza de Leonor Silveira, pela fotografia e pelo movimento. e, apesar disto, não fui ao Douro… habitualmente, também não é a geografia que me atrai num livro ou num filme.
o outro momento aconteceu anos mais tarde. por alguma razão – não me lembro mesmo – fui à cinemateca e, antecedendo um filme de que não me lembro mas era o meu objectivo, passaram A Caça. fiquei atónito com a violência mental que me foi imposta. a velocidade, os planos, o motivo, o argumento… o social da coisa.
e aqui está… a minha surfada na onda dos festejos dos 100 anos de Manoel de Olveira.
olhar além
na análise profissional da relação entre a verdade e os factos ausentam-se as emoções e os sentimentos intersticiais dos seres que realmente sentem e se emocionam. tudo o mais – o mais que importa – pode ser de facto e apenas o que está ausente. mas isso pode demorar a apreender.

[ele] > [ela]

[ele] > [ela]

[ela] > [ele]
sem qualquer análise, vivendo apenas os silêncios e os sons neles contidos, o que me choca – como num choque e não necessariamente negativo – será sempre a ausência das lágrimas.


jasmim no sutiã
vi Persepolis. o universo preciso de algo hediondo que guarda pequenos momentos delicados. e, hoje, a diferença é . . . o mundo continua a ser a casa dos horrores. a luta pela liberdade por uns. e a luta contra a liberdade por outros.
