[ontem]

Abril 16, 2013 Deixe o seu comentário

Hoje, morri um pouco. Como
tu.

Como ele. Como ela. Não
como nenhum dos outros.

Somos seres diferentes. Como
as clementinas são
diferentes das laranjas e todas
das tangerinas.

Morri um pouco. Segunda
com pessoas ao sol e eu na
penumbra.

Categories: escrita

[ontem]

Abril 16, 2013 Deixe o seu comentário

Hoje, morri um pouco. Como
tu. 

Como ele. Como ela. Não
como nenhum dos outros. 

Somos seres diferentes. Como
as clementinas são
diferentes das laranjas e todas
das tangerinas. 

Morri um pouco. Segunda
com pessoas ao sol e eu na
penumbra.

Categories: posto móvel

eis a carne

Março 21, 2013 1 comentário

Hoje, maravilhoso dia púrpura, venço,
na incerteza, o receio do prolongar
da dor.
No silêncio da técnica sei não existirem
mais estradas ladeadas de sonhos.
As árvores são apenas árvores
e no horizonte do asfalto jaz o que foi
o futuro.

Categories: escrita, posto móvel

o cheiro do curral

Março 16, 2013 Deixe o seu comentário

entre o colapso da política, que se anunciou durante anos, mas então não passava de uma crise, e o inicio de um período de medo e lutas pela esconjuro destes, a sobrevivência de muitos cidadãos está em causa.

os medos são de diferente índole, variam entre a possibilidade da falta de pão para a boca e a implementação de políticas castradoras da liberdade de verbalização dos pensamentos. a partir daqui surgem os silêncios de muitos e a sua conivência com uma interrupção da cidadania, desde que garantidos pão.

preocupam-me também, mas muito mais, os que anseiam pela ordem da restrição das liberdades conquistadas pelos movimentos democráticos ou pró-democracia.

[de pensamentos incompletos e hilariantes]

Announcement – Anúncio

Março 11, 2013 Deixe o seu comentário

Este ano não haverá, neste moribundo blog, comemorações do Dia Mundial da Poesia.

Sendo, nos últimos anos, o único momento de interesse aqui gerado poderá ser estranho, mas assim será.

Espera, o aqui presente escrevinhador, recuperar a coisa para o ano.

Pretende também, o mesmo idiota, ser mais assíduo noutros temas.

Espera-se para o verão o encetar de um novo projecto que utilize os objectos representados na foto.

A poesia é uma luta.

truz truz quem traduzes? não traduzo, verto. se lá chegar. ao verão

Categories: posto móvel

Indeed

Fevereiro 25, 2013 Deixe o seu comentário

Redução de cerca de 150€ em gastos no mês.
Conclusão: não chega.

Categories: posto móvel

Antropologia é foda

Fevereiro 19, 2013 Deixe o seu comentário

Antropologia é foda – utilizando o calão do português brasileiro.

Fosse calceteiro saberia com certeza que colocaria pedras, deslocaria pedras e tinha a possibilidade de as atirar. Atirar ao patrão, atirar na rua, atirar em casa. Objectivamente real. Palpável. Calçada. Dura. Sanguinária.

Agora a antropologia… Que foda – calão na mesma versão da língua. Uma delícia.

Que foda – em português europeu. Uma seca. Uma dor. Uma ausência de sentido. Cretinisse. A invisibilidade aparente da desconstrução da informação recolhida, tratada, analisada. O tratamento dos problemas de uma forma que é uma foda – em português europeu, só lixa o bacano.

Antropologia escreve poemas. Conta histórias. Trata da política e analisa a sociedade. Olha perto o que os outros (não) vêem ao longe. E para que serve isto tudo se não contribuir para os mais tristes dos mundos?

Ao menos os psicólogos podem aconselhar o uso de químicos e fazem deambulações sobre ritmos de felicidade condicionada ao fracasso. Os sociólogos fazem das pessoas números em SPSS e tratam do desenraizamento de muitos.

Ter antropologia perto é fodido. Só depende da versão da língua que se queira usar.

Categories: posto móvel
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